21 de agosto de 2017

 

DSC02492A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Ponte dos Leites, da concessionária Águas de Juturnaíba, recebeu, no dia 16 de agosto, uma visita da Agência Nacional de Águas (ANA). Especialistas em Recursos Hídricos da ANA, Walmir Macedo, Carla Veiga e Célio Bartoli saíram de Brasília para conferir, em Araruama, a eficiência e a viabilidade da estação e seu sistema de tratamento sustentável.

Os especialistas foram recebidos pelo superintendente da concessionária, Carlos Gontijo, para um café da manhã. Em seguida, o supervisor de Operações de Águas de Juturnaíba, Wemerson Andrade, acompanhou o grupo em uma visita à ETE Ponte dos Leites. Na estação, foram apresentados os processos de tratamento e o funcionamento do sistema wetland, que DSC02433consiste na utilização de plantas aquáticas, cascalhos e materiais inertes no tratamento do esgoto, sem adição de produtos químicos. A unidade tem capacidade para tratar 200 l/s e é considerada a maior estação sustentável da América Latina. O supervisor relatou, ainda, a variedade de plantas adotadas e testadas com o intuito de otimizar o funcionamento da estação, além dos mecanismos para a não incidência de vetores, como mosquitos.

Especialista da coordenação de Outorga da ANA, Walmir Macedo ressaltou a importância da ETE, que não cumpre apenas o papel de estação de tratamento, mas também possibilita pesquisas muito valorosas para a aplicação da wetland em outros locais.

“O sistema wetland tem baixo custo, boa eficiência e grande perspectiva de ser replicada em grande parte do país”, destacou Walmir Macedo.

DSC02470Ele acredita, porém, que um dos maiores problemas para a replicação desse sistema em outros locais é a administração do sistema, já que, do ponto de vista tecnológico, esta aplicação em grande escala é viável, mas a gestão em algumas localidades pode ser complicada.

“Não percebemos mau cheiro e não há mosquitos. Logo, as condições operacionais e de gerenciamento estão ótimas”, elogiou o especialista.

Wemerson Andrade considerou a visita muito interessante devido à troca de informações e experiências.

“O parecer deles de um ponto de vista externo, em diversos aspectos, é muito bom para aumentar o conhecimento sobre a wetland. Isso é muito importante para a disseminação de um sistema sustentável e viável, mas que ainda é desacreditado por alguns órgãos públicos e ambientalistas”, concluiu o supervisor.