19 de outubro de 2017

2017-10-06-PHOTO-00002087Depois da eliminação de contribuições clandestinas de esgoto, limpeza e remoção completa de detritos e lodo, repintura de taludes, recuperação e manutenção do Canal Campos-Macaé, a concessionária Águas do Paraíba está iniciando uma campanha de educação ambiental e de conscientização comunitária para que a população não jogue lixo no canal. A iniciativa é mais um desdobramento necessário da Operação Esgoto Zero no Canal Campos-Macaé.

Embora despoluído e restaurado, o Canal Campos-Macaé continua recebendo lixo, lançado por transeuntes e moradores de rua, obrigando a retirada diária de materiais inservíveis com o uso de caiaques. Contando com a colaboração da população, a concessionária está instalando diversas lixeiras ao longo do canal. Por meio de faixas e placas, com o apoio da prefeitura de Campos, Águas do Paraíba está promovendo uma campanha educativa com o seguinte tema: “O Canal Campos-Macaé está limpo e despoluído. Ajude a preservar.  Faça a sua parte! Colabore: Não jogue lixo”.

“Estamos devolvendo esse histórico e importante patrimônio público completamente restaurado e despoluído. Agora, contamos com a contribuição da população para mantê-lo limpo e sem lançamento de lixo”, explicou o superintendente de Águas do Paraíba, Juscélio Azevedo.

2017-10-06-PHOTO-00002081A Operação Esgoto Zero no Canal Campos-Macaé foi iniciada no segundo semestre de 2015 e teve diversas fases, intervenções e obras. Começou com a detecção – inclusive com a utilização de robôs, para filmagens e fotografias de ligações clandestinas de esgoto, num raio de cinco quilômetros em ambas as margens – e eliminação de contribuições irregulares e extravasamento de esgotos em galerias pluviais que se comunicam com o canal.

Para a eliminação dessas ligações, a concessionária também implantou seis estações elevatórias de tomada de água em “tempo seco”, visando bombear o esgoto ainda remanescente nas galerias pluviais para as redes coletoras existentes em ambos os lados do canal, que direcionarão para o correto tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Sul.

Após essas intervenções, a concessionária fez a remoção de todo o material acumulado há mais de 100 anos ao longo do canal – no trecho compreendido entre as avenidas Tenente Coronel Cardoso e Nilo Peçanha – com o apoio do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ambiental e Secretaria de Mobilidade Urbana e Infraestrutura. Depois da remoção de todo material sedimentado, Águas do Paraíba fez a repintura dos taludes do canal.

 

CANAL CAMPOS-MACAÉ

IMG_9152O Canal Campos-Macaé começou a ser construído em 1º. de outubro de 1844, usando mão de obra de escravos africanos, sendo considerado, à época, uma das maiores obras de engenharia do país do período do Império no Brasil.

Originariamente com extensão de 106 quilômetros, se tornou o segundo canal artificial mais longo do mundo, sendo superado apenas pelo Canal de Suez (163 quilômetros), e superando o Canal do Panamá (82 quilômetros).

Devido à sua importância, em 1847 o imperador D. Pedro II fez uma viagem para conhecer a próspera região Norte Fluminense e, especialmente, para inspecionar as obras do canal, tendo se hospedado na Casa da Fazenda Quissamã, pertencente ao barão e visconde de Araruama.

Interligando as cidades de Macaé e Campos dos Goytacazes, cortando os atuais municípios de Quissamã e Carapebus, além do Parque Nacional da Restinga de Juturnaíba, ao longo do tempo foi sendo abandonado tornando-se um escoadouro para galerias pluviais e recebendo lançamento de esgoto em sua área urbana.