O Grupo Águas do Brasil participou, nos dias 12 e 13 de novembro, do 9º Encontro Nacional das Águas (ENA), promovido pela Associação e Sindicato das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon/Sindcon). Representando o Grupo, participaram de paineis a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade, Marilene Ramos, o diretor de Operações, Márcio Salles, e a diretora de Gestão de Pessoas, Luciana Reis. O evento, que aconteceu presencialmente em São Paulo e foi transmitido on-line pelo YouTube da instituição, é um congresso bienal dedicado ao debate dos principais temas que afetam o saneamento básico e a iniciativa privada.
No primeiro dia, Marilene Ramos moderou o painel “Fontes de Financiamento para o Saneamento”. No dia 13, Marilene representou o diretor-presidente Claudio Abduche no painel “CEOs do Saneamento” e participou do painel “Universalização e o Novo Modelo Tributário Brasileiro”. Também no dia 13, Luciana Reis integrou o painel “Diversidade nas Empresas do Setor de Saneamento: A Presença Feminina nas Operações” e Márcio Salles participou do painel “Tomada em Tempo Seco”.
Marilene apresentou alguns cases do Grupo, como de Águas de Juturnaíba, cuja atuação foi fundamental para recuperar a Lagoa de Araruama, e a de Niterói, onde a empresa conseguiu resolver o crônico problema de falta de água na Região Oceânica.
“Já temos um histórico importante de transformações nas cidades em que a iniciativa privada atua e a tendência é que essa presença transformadora seja cada vez mais acentuada. Nós estamos prontos para mudar o quadro do saneamento no país”, afirmou a diretora.
Sobre o a proposta atual da reforma tributária, que prevê um aumento na carga tributária do saneamento de 9,74% para 26,5%, Marilene destacou a possibilidade do aumento da conta de água e esgoto em cerca de 18% e a ameaça à universalização dos serviços de saneamento.
“Nós não temos outra oportunidade de convencer o Senado. Se não conseguirmos isso, vamos caminhar para uma situação difícil, ou seja, postergar a universalização, mais do que ela já tende a ser postergada por todos os problemas que nós ainda não equacionamos”, avaliou a diretora.
Luciana participou do painel de diversidade, que teve como foco as mulheres nas operações de saneamento. A diretora falou das iniciativas do Grupo em relação a esse tema, como o Recrutamento Diverso e o manual de diversidade. O Grupo já dobrou este ano o percentual de mulheres nas operações.
“Hoje a gente reconhece que existe preconceito não só dos líderes, mas também dos recrutadores. As oportunidades precisam ser dadas também às mulheres, especialmente nas operações. E o nosso sonho é que esse tema não precise mais ser tratado separadamente e que todas as pessoas tenham as mesmas chances e oportunidades no mercado de trabalho”, explicou Luciana.
Marcio Salles falou sobre tomada em tempo seco e apresentou cases de sucesso do Grupo, como Petrópolis, Friburgo, Niterói e Juturnaíba, que melhoraram consideravelmente a qualidade dos corpos hídricos após a instalação das tomadas em tempo seco.
“A tomada de tempo é considerada, cada vez mais, como uma solução eficaz para tratar o esgoto irregular, contribuindo com a preservação e a qualidade da água, além de melhorar a eficiência dos sistemas de saneamento. O que vemos são rios urbanos muito mais límpidos dos que não têm e o retorno de diversas espécies de animais habitando esses corpos receptores”, destacou o diretor.
O superintendente de Suprimentos e Logística da Rio+Saneamento, Luis Carlos Martins, participou do painel “A nova realidade da cadeia de suprimentos no saneamento e seus impactos”.
“ O ENA deste ano demonstrou a força das concessionárias privadas, com os diversos projetos em operação e seus respectivos ganhos para a população e o meio ambiente nas cidades onde operam, a facilidade para acessar as fontes de financiamento de diversas instituições, grupos de estudos técnicos onde participam membros das concessionárias privadas, estatais e associações técnicas, discussões técnicas em alto nível para soluções do tratamento de esgoto em cidades com sistemas mistos e topografias complexas, passando por temas administrativos, pessoas, diversidade, fiscais, jurídicos, regulatórios, entre outros”.
O gerente de Planejamento da Rio+Saneamento, Fabio Matos, encerrou a programação moderando o painel “Os benefícios das normas ABNT para o setor de saneamento”, que apresentou ao público os trabalhos realizados pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por meio do CB-177.
“Além de contribuir com o setor, apresentando o trabalho desempenhado frente ao Comitê Brasileiro de Normas de Saneamento, o CB-177, pude participar de debates de altíssimo nível, com reflexo no cotidiano do GAB/Rio+. Alguns painéis prenderam a minha atenção, com destaque para o painel que discutiu as diferentes fontes de financiamento para o setor, e o painel que falou dos impactos da reforma tributária no equilíbrio econômico financeiro dos contratos vigentes”, concluiu Fabio.




