Águas de Jahu inaugurou, no dia 30 de agosto, as obras de implantação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Potunduva. Com o funcionamento da ETE, a bacia hidrográfica do distrito estará totalmente despoluída e Jaú alcançará 98,8% de tratamento de esgoto. A concessionária já investiu cerca de R$ 45 milhões na cidade desde o início da concessão, em abril de 2015.
O superintendente da concessionária, Ivan Mininel, explica que, até a execução da obra, o sistema de Potunduva contava apenas com a coleta e o afastamento do esgoto. Além da ETE, a concessionária implantou cerca de 3,5 quilômetros de coletores-tronco às margens dos dois córregos do distrito e três estações elevatórias, que transportarão todo o esgoto do Potunduva até a nova estação de tratamento. O total de investimentos foi de mais de R$ 10 milhões.
Mininel enfatizou que a estação utiliza a mais moderna tecnologia de tratamento, tendo capacidade média de tratar 90 mil litros de esgoto por hora, atendendo tranquilamente a população atual do distrito. Segundo o superintendente, a ETE de Pouso Alegre de Baixo, na fase final de implantação, deve ser inaugurada até o final de outubro, enquanto a da Vila Ribeiro aguarda licença da Cetesb para início de obras.
Com o funcionamento das três novas estações, Jaú terá a universalização do tratamento de esgoto, o que já ocorre na distribuição de água tratada.
“Isso é um marco para a cidade, pois pouquíssimos municípios brasileiros contam com 100% de distribuição de água tratada e 100% de esgoto coletado e tratado. Temos a satisfação de fazer parte diretamente desse legado para a qualidade de vida da população jauense”, afirmou o superintendente.
O prefeito Rafael Agostini agradeceu a participação da Câmara na aprovação da concessão. Ele elogiou a estrutura da ETE Potunduva e afirmou que a universalização do saneamento é um legado para a cidade, fundamental para o seu desenvolvimento. Para o prefeito, a concessão foi uma das medidas mais acertadas do governo, por ter investimentos privados no saneamento, uma vez que o Saemja – então gestor do saneamento – era deficitário. Agostini comentou ainda que, antes da concessão, 25 mil pessoas conviviam com falta de água todos os dias na cidade, e hoje não existe problema de desabastecimento em Jaú, além de contar com um sistema moderno e eficaz.