Águas de Jahu iniciou uma campanha de alerta sobre os problemas decorrentes de ligações clandestinas de água. Conforme a gerente Comercial da concessionária, Carla Guedes, o intuito da empresa não é punir quem tem ligação clandestina, mas alertar para os problemas e prejuízos ambientais decorrentes dessa prática ilegal e fazer a regularização de casos existentes.

“Na ligação clandestina, em geral, é usado material inadequado, que acaba causando infiltrações e vazamentos na rede, ocasionando desperdício e até mesmo contaminação, o que é um risco para a saúde. Assim, a sociedade como um todo precisa ajudar a cuidar desse precioso e vital bem. A ligação clandestina prejudica a todos e é um problema muito sério que deve ser combatido”, diz Carla Guedes.

Desde o início de sua operação, há poucos mais de dois anos, a concessionária fez 1.243 autuações, de abril de 2015 a abril de 2017, representando a recuperação de aproximadamente 5 milhões de litros de água – números obtidos pela média do consumo medido após a regularização.

“Como se pode constatar, é um volume de água considerável que era tratado, distribuído, consumido e não pago. O que se verifica, em geral, é que, quem não paga, não tem preocupação alguma com desperdício e, desta forma, acaba influenciando possíveis problemas de abastecimento e de perdas de água no sistema”, explica a gerente.

A prática é tipificada pelo artigo 155 do Código Penal como crime de furto de água, sendo lavrado boletim de ocorrência e até mesmo podendo levar o infrator à prisão. Na campanha, a concessionária solicita que, quem eventualmente tenha alguma ligação desse tipo, faça a regularização. A pessoa que se apresentar espontaneamente para se regularizar estará isenta de multa e não haverá registro da ocorrência.  Ela também pede que a população ajude a combater essa fraude, que é prejudicial a todos. É garantido sigilo absoluto para quem fizer uma denúncia, que pode ser feita pelo 0800 2424 827.

Além das ligações clandestinas, a gerente explica que há outros tipos de fraudes para distorcer o real consumo de água, igualmente ilegais, como alteração da composição do cavalete – hidrômetro, selo do Inmetro etc. – ou remanejamento por conta própria. Qualquer serviço deve ser solicitado à empresa. No caso de fraude, o usuário é notificado, paga multa (a partir de R$ 300) e arca com os custos de possível violação ou dano.