O presidente do Conselho de Administração do Grupo Águas do Brasil, Carlos Henrique da Cruz Lima, participou, no dia 18 de setembro, do debate “Baía de Guanabara e seu entorno — O potencial econômico e os desafios ambientais de um símbolo do estado”, um dos seis encontros on-line na “Semana Rio 2020 — Um seminário Reage, Rio!”. O evento foi promovido pelo Jornal O Globo, Jornal Extra, Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) e Movimento Rio 2020, com o apoio da Fecomércio RJ.
Além de Carlos Henrique, participaram do debate, mediado pela jornalista do O Globo, Ana Lucia Azevedo, o oceanógrafo e embaixador do Instituto Trata Brasil, David Zee, o engenheiro Luiz Edmundo Costa Leite, o arquiteto e conselheiro da Agetransp, Vicente Loureiro, e o diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do BNDES, Fábio Abrahão.
“Temos a certeza que o projeto do BNDES é um movimento muito importante para que tenhamos a nossa Baía de volta. É um projeto inteligente, porque prioriza o tratamento na região da captação de água do Guandu para mitigarmos ou eliminarmos aquele problema que tivemos da geosmina. Ele prioriza o tratamento de esgoto do entorno da Baía de Guanabara e outras lagoas, como Lagoa de Jacarepaguá. Atendo-nos à Baía de Guanabara e ao case Cedae, o BNDES dividiu o projeto em quatro lotes, estimulando a competição, que é algo absolutamente saudável e, que em última análise, beneficia o consumidor final. Uma competição limpa, arrumada e patrocinada por um banco sério nos traz a certeza de que esse projeto será um verdadeiro sucesso”.
“A Baía de Guanabara, embora inserida em nosso estado, tem grande importância para o nosso país. O Plano Nacional de Saneamento – PLANASA foi implantado no Brasil há 50 anos, e o resultado disto não nos trouxe números alentadores. Hoje, 35 milhões de brasileiros vivem sem água potável, 100 milhões sem coleta de esgoto e 150 milhões cujo esgoto doméstico não é tratado. Isso é o crime ambiental que praticamos todos os dias. O efeito disto pode ser constatado no DATASUS. Só neste ano, 180 mil leitos no Brasil foram ocupados por pacientes acometidos por doenças de veiculação hídrica. E o pior, com uma grande letalidade que, infelizmente, levou 30 mil brasileiros a óbito” – Carlos Henrique da Cruz Lima, presidente do Conselho de Administração do Grupo Águas do Brasil.
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