O barco do projeto Águas Limpas está de volta ao mar

Águas de Niterói, em parceria com o Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael, e apoio da Companhia Municipal de Limpeza Urbana de Niterói – CLIN e do Clube Navalde Charitas, colocou, no dia 4 de junho, o barco que remove lixo flutuante da Baía de Guanabara de volta ao mar. A iniciativa faz parte do Projeto Águas Limpas e tem como objetivo mapear, monitorar e coletar resíduos sólidos flutuantes nas enseadas de Jurujuba e Icaraí, além de atuar com atividades de educação ambiental para os alunos do Projeto Grael.

Chamado de Cataglop Light, o barco foi fabricado em 2011 e precisou passar por manutenções. Após a reforma da embarcação, o seu tempo de vida útil foi renovado por mais 20 anos. Também foram instaladas novas tecnologias como painel solar, que é responsável por toda a demanda elétrica necessária para o funcionamento do barco.

A ação foi realizada no mês de junho para marcar também o início da Semana do Meio Ambiente do Projeto Grael e da Prefeitura de Niterói. O encontro contou com a presença do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, do secretário de Meio Ambiente da cidade, Eurico Toledo, do secretário executivo, Axel Grael, do gestor ambiental da Águas de Niterói, Halphy Rodrigues, além de vereadores, fundadores e gestores do Instituto Rumo Náutico / Projeto Grael.

Durante o evento, o gestor ambiental da Águas de Niterói, Halphy Rodrigues, apresentou os principais investimentos já realizados pela concessionária, principalmente na área de abrangência do Projeto – Jurujuba e Praias da Baía de Guanabara – e ressaltou a importância de apoiar iniciativas como essa de coletar lixo flutuante, reduzindo consideravelmente os impactos causados pelos resíduos em ambiente marinho e suas consequências para a cidade e para a população.

“Um fato muito importante para lembrarmos a todos é que a campanha da ONU 2018 também disseminou a hashtag #AcabeComAPoluiçãoPlástica, após alerta em estudo que apontou o descarte anual de pelo menos 25 milhões de toneladas de lixo nos oceanos no mundo, sendo 50% de resíduos plásticos. Essa iniciativa do Projeto Águas Limpas vem de encontro com a campanha, contribuindo cada vez mais para minimizar esses problemas no meio ambiente”, ressaltou Halphy.

Para Axel Grael, um dos idealizadores do projeto, o resultado de duas décadas mostra que o trabalho desenvolvido nas três vertentes – náutico, profissionalizante e ambiental – está dando certo. Mais de 16 mil alunos já passaram pelo local e o intuito é dobrar esse número nos próximos 20 anos, aumentando a abrangência e as atividades.

“Barcos são vistos como algo elitista, mas não precisa ser, pois são ótimos para educar física e engenharia, e ainda desenvolver o amor pelo meio ambiente. Aprendemos a identificar vento, maré, clima e a ter uma sensibilidade, que é um passo enorme para a educação ambiental. Além disso, os cursos ensinados no projeto servem para o mercado náutico ou não. É uma oportunidade para que jovens, principalmente os mais humildes, tenham um futuro melhor”, concluiu Axel.

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