A ação tem apoio da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes e do Instituto Estadual de Meio Ambiente (INEA) e será complementada com iniciativas e projetos de educação ambiental, para evitar a poluição desse equipamento histórico, cuja a construção começou em 1º de outubro de 1844.
Usando mão de obra de escravos africanos, o Canal Campos-Macaé é considerado uma das maiores obras de engenharia do país na época do Império no Brasil. Originariamente com extensão de 106 quilômetros, se tornou o segundo canal artificial mais longo do mundo, sendo superado apenas pelo Canal de Suez (163 quilômetros) e superando o Canal do Panamá (82 quilômetros). Devido à sua importância, em 1847 o imperador D. Pedro II fez uma viagem para conhecer a próspera região Norte Fluminense e, especialmente, para inspecionar as obras do canal, tendo se hospedado na Casa da Fazenda Quissamã, pertencente ao barão e visconde de Araruama.
Interligando as cidades de Macaé e Campos dos Goytacazes, cortando os atuais municípios de Quissamã e Carapebus, além do Parque Nacional da Restinga de Juturnaíba, ao longo do tempo foi sendo abandonado tornando-se um escoadouro para galerias pluviais e recebendo lançamento de esgoto em sua área urbana.
Até que em outubro de 2015, em iniciativa pioneira da concessionária Águas do Paraíba, foi iniciada a Operação Esgoto Zero no Canal Campos-Macaé, eliminando diversos pontos de poluição e ligações clandestinas, inclusive com a utilização de robôs para filmar e fotografar as contribuições irregulares.
Em fevereiro de 2017, começou a ser feita a eliminação de ligações irregulares de esgoto na área do Mercado Municipal, Rodoviária Roberto Silveira e entrada da cidade pela BR-101 e a Avenida 28 de Março. Essa etapa exigiu a implantação de um sistema de bombeamento, com a implantação de seis estações subterrâneas de “elevatórias em tempo seco”, interrompendo, quando não há chuva, remanescentes de contribuições clandestinas de esgoto para o canal.
Em paralelo ao serviço de limpeza do canal, será desenvolvido um programa educativo, visando resgatar a história do canal através de painéis e totens, e conscientizando a população para contribuir com a Operação Esgoto Zero no Canal Campos-Macaé não jogando lixo e informando sobre contribuições clandestinas que ainda podem existir ao longo do equipamento público histórico.