Um novo furto registrado na noite de terça-feira (23/06) no sistema Votocel voltou a mostrar como atos de vandalismo contra estruturas de saneamento podem afetar diretamente a população. Criminosos invadiram a unidade, furtaram cabos essenciais para a operação, além de danificaram portões e equipamentos de segurança, destruírem câmeras, alarmes e sensores. A ocorrência paralisou a operação e mobilizou equipes da concessionária que estão trabalhando ininterruptamente desde a madrugada de ontem para avaliar os danos, repor materiais e retomar o funcionamento com segurança. As imagens disponíveis foram encaminhadas à Polícia Civil, que já iniciou investigação para identificar os envolvidos.
Desde janeiro, Águas de Votorantim já registrou 17 boletins de ocorrência por furtos e vandalismo em unidades operacionais. Os crimes atingiram sistemas de captação de água, a Estação de Tratamento de Água Central, além das ETAs Votex, Novo Mundo, e Estações Elevatórias de Esgoto, Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), reservatórios e outras estruturas da concessionária. O principal alvo dos criminosos são os cabos de cobre, geralmente furtados para revenda irregular. Só neste ano, 725 metros de cabos já foram levados. Também houve furto de bomba e de um inversor de frequência, equipamento que regula a força da bomba e protege o sistema durante a operação.

Mas o impacto vai além do valor financeiro. Quando cabos, bombas ou equipamentos elétricos são furtados, partes inteiras do sistema podem deixar de funcionar até que as equipes façam a reposição, refaçam as ligações, revisem painéis e testem a operação. Nesse intervalo, o abastecimento pode ser comprometido em regiões inteiras.
Para o superintendente de Águas de Votorantim, Alberto Costa, esse tipo de crime precisa ser tratado como uma ameaça direta a um serviço essencial.
“Quando cabos, bombas ou equipamentos são furtados, o prejuízo não fica restrito à concessionária. O que está em risco é a água que chega à casa das pessoas, o funcionamento do esgoto e a rotina de bairros inteiros. São estruturas essenciais para a saúde pública, para o meio ambiente e para a qualidade de vida da população. Por isso, registramos todas as ocorrências, colaboramos com as investigações e pedimos o apoio da comunidade para denunciar qualquer movimentação suspeita”, afirma.

