Obra antecedeu a demolição da ponte sob o Rio Perequêaçu e contribuiu para a continuidade do fornecimento de água

 

A concessionária Águas de Paraty concluiu a travessia subterrânea de uma tubulação de 250 milímetros com o objetivo de manter o abastecimento dos bairros Portal das Artes e Caborê durante a demolição da ponte sob o Rio Perequêaçu. A retirada da estrutura exigiria a desativação desse trecho da rede, situação que provocaria a interrupção prolongada do fornecimento caso não houvesse uma alternativa executada previamente. A intervenção possibilitou a realocação da adutora antes do início das obras da ponte.

Para a execução do serviço, a concessionária utilizou o Método Não Destrutivo (MND), técnica empregada na instalação de tubulações com redução da necessidade de abertura de valas extensas na superfície. O método permitiu a passagem da adutora sob o leito do rio, com escavações concentradas nos pontos de entrada e saída da perfuração. Esse procedimento resultou em um prazo de execução menor em relação a soluções convencionais que envolveriam escavação aberta, escoramentos e recomposição integral do solo.

 

 

A aplicação da técnica também limitou a necessidade de intervenções no pavimento urbano. Como não houve abertura contínua de valas, a recuperação de vias foi restrita às áreas de acesso, o que diminuiu o impacto no tráfego local.

De acordo com o gerente de Engenharia da Águas de Paraty, Roberto Lima Gonçalves, a escolha do método considerou as restrições operacionais provocadas pela demolição da ponte e a necessidade de manter o fornecimento de água.

“Sem o uso do MND, seria necessário alterar o trajeto da adutora e ocupar a via pública por um período mais extenso. A solução adotada permitiu concluir a obra em 12 dias, com menor interferência nas áreas urbanas envolvidas e maior segurança operacional”, afirmou.

A intervenção manteve o alinhamento original da rede e concentrou as frentes de trabalho nos pontos necessários à perfuração. As condições estruturais do local viabilizaram a instalação da tubulação sob o rio sem escavação aberta, em prazo compatível com o cronograma da obra pública.

 

 

Em projetos de saneamento, o MND pode ser adotado em situações nas quais a continuidade da prestação do serviço e a limitação de impactos urbanos são critérios relevantes. A técnica tende a reduzir o número de frentes de obra, encurtar prazos e diminuir a necessidade de recomposição de pavimento, conforme as características de cada intervenção.

No aspecto ambiental, a ausência de escavações abertas no leito do Rio Perequêaçu evitou a movimentação direta de sedimentos e intervenções nas margens, contribuindo para a preservação da vegetação local e para a redução de riscos de assoreamento.

Para os moradores dos bairros Portal das Artes e Caborê, a obra permitiu a manutenção do fornecimento de água durante o período de intervenção urbana associado à demolição da ponte. A execução antecipada da solução reduziu a necessidade de paralisações no sistema de abastecimento durante a etapa principal da obra pública.