Revivendo Águas Claras

 

Revivendo Águas Claras é um projeto de educação ambiental, promovido pela concessionária Águas de Juturnaíba, que surgiu em 2014 em parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João, com o objetivo de reflorestar nascentes da Bacia Hidrográfica do Rio São João, restaurar a mata ciliar da represa de Juturnaíba e promover a educação socioambiental. Dentre reflorestamentos e ações pontuais de arborização de espaços urbanos, o projeto já reflorestou 6,5 hectares de mata, que ficam três anos sob observação de profissionais para garantir que o replantio se estabeleça no local, e atingiu mais de mil pessoas com ações educativas.

 

Os impactos causados pelo projeto são extremamente importantes e benéficos para o ecossistema local. Alguns deles são o sequestro e neutralização de carbono promovido pela área verde replantada; o retorno da fauna nativa, que por muitas vezes já deixou o local; aumento do volume de água nos corpos hídricos da região, por meio da recomposição de nascentes e olhos d’água; proteção das margens da represa; redução de erosão e, consequentemente, diminuição do assoreamento da represa de Juturnaíba e de seus contribuintes. Além de promover a conscientização da população quanto à sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

 

Conheça algumas espécies plantadas:

  • Nome popular da árvore: angico-vermelho.
  • Nome científico: andenanthera macrocarpa.
  • Área de incidência natural: centro-oeste, sudeste, sul.
  • Altura média da árvore adulta: 13 a 20 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: floresce de setembro a novembro e frutifica de agosto a setembro.
  • Ambiente favorável à espécie: bioma Mata Atlântica.
  • Cuidados em caso de plantio: planta decídua, heliófila, que tolera sombreamento leve na fase juvenil, pioneira ou secundária inicial, de rápido crescimento, que vegeta indiferentemente à sombra ou ao sol, em solos secos e úmidos, preferindo solos férteis e profundos, mas com grande adaptabilidade a diferentes tipos de solos; tolera solos rasos e compactados, mas não gosta de solos inundados.
  • Informações interessantes: as flores são de cor branco-amarelada, as frutas em forma de vagem, de múltiplas aplicações em marcenaria fina, carpintaria, tornearia, hélices de aviões, coronhas, móveis vergados, instrumentos musicais, carrocerias, etc. Adequada para celulose e papel. A casca fornece fibras, resinas, mucilagens e tanino. Também é bastante conhecida pelas propriedades fitoterápicas da sua casca.
  • Nome popular da árvore: araçá.
  • Nome científico: psidium cattleianum.
  • Área de incidência natural: ocorre naturalmente da Bahia até o Rio Grande do Sul.
  • Altura média da árvore adulta: 3 a 6 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: floresce de junho a dezembro e frutifica de setembro a março.
  • Ambiente favorável à espécie: ocorre, principalmente, nas restingas litorâneas situadas em terrenos úmidos e nas capoeiras de várzeas úmidas.
  • Cuidados em caso de plantio: não ocorre no interior da floresta primária sombria.
  • Informações interessantes: a planta é normalmente muito resistente às doenças e pragas, devido às suas propriedades antimicrobianas, por isso pode ajudar no combate às infecções, gripes e resfriados, pois a fruta do araçá contém uma grande quantidade de vitamina C, muito mais do que os alimentos cítricos como limão ou laranja, sendo um potente antioxidante que reforça o sistema imune. Além disso, tem também propriedades anti-inflamatórias, podendo ser usada em inflamações da garganta, da boca ou do intestino, por exemplo, e, devido à sua composição, pode ser usada na prevenção e tratamento da osteoporose.
  • Nome popular da árvore: aroeira.
  • Nome científico: schinus terebinthifolia.
  • Área de incidência natural: no Brasil, essa espécie ocorre do Rio Grande do Sul até Pernambuco e Mato Grosso do Sul.
  • Altura média da árvore adulta: 5 a 10 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: florescem de setembro a janeiro.
  • Ambiente favorável à espécie: comum em beira de rios, córregos e várzeas, entretanto cresce também em terrenos secos e pobres.
  • Informações interessantes: folhas, casca e frutos são usados na medicina popular. A casca também é usada em curtumes, e a madeira pesada, bastante resistente, é usada na confecção de moirões e fins energéticos.
  • Nome popular da árvore: camará.
  • Nome científico: mabea fistulifera.
  • Área de incidência natural: estados do centro-oeste, sudeste e nordeste.
  • Altura média da árvore adulta: 4 a 8 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: flores de cor que varia de laranja a vermelho florescem de janeiro a abril, seus frutos têm forma de cápsulas e amadurecem de setembro a outubro.
  • Nome popular da árvore: cinco-folhas.
  • Nome científico: sparattosperma leucanthum.
  • Área de incidência natural: Mata Atlântica (exceto na região sul), Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal.
  • Altura média da árvore adulta: 6 a 14 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: flores grandes, com cores variando de branca e rosa, com estrias rosadas na parte interna, frutos em forma de vagem, que amadurecem de agosto a novembro.
  • Ambiente favorável à espécie: cultivada como ornamental. Madeira leve. Usada em carpintaria, marcenaria, construção civil, instrumentos musicais. A casca é usada contra doenças de pele, reumatismo e problemas na garganta. Adequada para regeneração de áreas degradadas com finalidade de preservação permanente.
  • Nome popular da árvore: embaúba
  • Nome científico: cecropia hololeuca
  • Área de incidência natural: região amazônica e da Mata Atlântica.
  • Altura média da árvore adulta: 6 a 12 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: flores brancas florescem de outubro a março, frutos marrons, alongados e em pencas frutificam de julho a novembro.
  • Ambiente favorável à espécie: prefere locais sombreados e úmidos.
  • Informações interessantes: pioneira e rústica, ideal para início de reflorestamento. Atrativa para fauna, oferece alimento para pássaros, bicho preguiça, e morada para vários tipos de insetos como formigas e cupins.
  • Nome popular da árvore: guapuruvu.
  • Nome científico: schizolobium parahyba.
  • Área de incidência natural: Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
  • Altura média da árvore adulta: 20 a 30 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: flores de cor amarela que florescem de agosto a outubro, frutos secos e sem polpa, frutificação de abril a julho.
  • Informações interessantes: o tronco era utilizado para fazer canoas, até pelos índios. A semente é usada para decoração, bijuterias e jogos.
  • Nome popular da árvore: ingá-de-macaco.
  • Nome científico: inga edulis.
  • Área de incidência natural: no Brasil, essa espécie ocorre na Bahia, Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.
  • Altura média da árvore adulta: 6 a 25 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: flores brancas florescem de outubro a janeiro, frutos em forma de vagem, comestíveis e com sabor adocicado frutificam em maio.
  • Ambiente favorável à espécie: encontrada com certa frequência, especialmente na beira de rios e lagos.
  • Informações interessantes: grande potencial apícola, com produção de néctar e pólen. Na medicina popular, a polpa é indicada para bronquite e a casca para curar feridas e diarreia.
  • Nome popular da árvore: jenipapo.
  • Nome científico: genipa americana.
  • Área de incidência natural: Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal.
  • Altura média da árvore adulta: 8 a 14 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: : flores de cor branca e amarela florescem de outubro a dezembro, frutas com polpa adocicada que amadurecem de novembro a dezembro.
  • Ambiente favorável à espécie: encontrada com frequência na região, em áreas degradadas e campos.
  • Informações interessantes: o fruto é uma baga subglobosa, geralmente de cor amarelo-pardacenta. Sua polpa tem cheiro forte e é comestível, mas é mais apreciada na forma de compotas, doces, xaropes, refrigerantes, bebida vinosa e licor.
  • Nome popular da árvore: paineira.
  • Nome científico: chorisia speciosa.
  • Área de incidência natural: áreas de Mata Atlântica.
  • Altura média da árvore adulta: 15 a 30 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: flores de cor vermelha ou rosa florescem de dezembro a abril, frutos em forma de cápsula frutificam de agosto a setembro.
  • Informações interessantes: a paineira é uma fibra fina e sedosa, mas pouco resistente, não sendo muito aproveitada na confecção de tecidos, mas sim como preenchimento de travesseiros e brinquedos de pelúcia.
  • Nome popular da árvore: pau-jacaré.
  • Nome científico: piptadenia gonoacantha.
  • Área de incidência natural: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e até Santa Catarina.
  • Altura média da árvore adulta: 10 a 20 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: flores de cor amarelo-creme florescem de outubro a janeiro, frutos em forma de vagem frutificam de setembro a outubro.
  • Informações interessantes: a utilização da lenha do pau-jacaré é de uso popular, por ser uma madeira muito energética, sendo considerada uma das melhores no Brasil, devido a sua facilidade em queimar e a durabilidade da combustão. Também possui utilidade para a fabricação de produtos em madeira, como fabricação de brinquedos, embalagens, construção civil e acabamentos internos.
  • Nome popular da árvore: quaresmeira.
  • Nome científico: tibouchina granulosa.
  • Área de incidência natural: na Mata Atlântica da Bahia e do sudeste do Brasil.
  • Altura média da árvore adulta: 8 a 12 metros.
  • Período de florescência ou frutificação: flores cor-de-rosa e violeta florescem de junho a agosto e de dezembro a março. Frutos em forma de cápsulas frutificam de junho a agosto e de abril a maio.
  • Informações interessantes: muito usada em paisagismo devido a sua beleza. O nome popular quaresmeira vem do florescimento no período da quaresma, data cristã.